Conceito (o que é?)
Processo é uma série de tarefas, desempenhadas sequencialmente ordenadas por agentes, que utilizam recursos, seguindo políticas e regras estabelecidas para se atingir um resultado, previamente definido.
Gestão de Processo pode ser definida como um conjunto de práticas usadas para identificar, desenhar, executar, medir, monitorar e controlar processos de negócio, automatizados ou não, para alcançar consistência e resultados alinhados aos objetivos estratégicos da organização.
Gestão por Processo: Abordagem mais ampla em que se busca enxergar a empresa a partir de um outro ângulo que não a arquitetura estrutural-funcional, aquela representada pelo organograma.
Sendo assim, a gestão por processos é um modelo de gestão que visa à integração de todas as áreas baseadas em processos, estruturando e integrando processos funcionais dentro das organizações. 
Como surgiu? (história)
- Era industrial (1750-1960) simplificação do trabalho (TAYLOR) – Especialização do trabalho visando a produtividade e redução em custos.
- Primeira onda (1970-1980) Melhoria de processos – Gestão da qualidade; Fluxo contínuo; Eficiência das tarefas; Controle estatístico de processos.
- Segunda onda (1990-2000) – Reengenharia de processos – Inovação de processos por melhores práticas; Melhor, mais rápido e mais barato; Negócios via internet; Redução de defeitos.
- Terceira onda (a partir de 2000) – Gestão de Processos de Negócio; Adaptabilidade e agilidade; Negócios globais 24×7; Transformação contínua; Software de gerenciamento de desempenho; Business Process System e Business Process Automation.
Composição (do que é feito?)
O registro de um modelo (representação em pequena escala de alguma coisa; esquema teórico de um sistema ou de uma realidade complexa) de processo é composto por:
Entradas (insumos); políticas e regras; Tecnologia; agentes envolvidos e suas responsabilidades; infraestrutura; fluxos de trabalho; formulários; indicadores de qualidade e de desempenho; níveis de serviços esperados; tarefas e dimensionamento da taxa de vazão.
Que problema resolve?
- Deficiência no registro das atividades e/ou tarefas diárias;
- Fluxos de informações entre processos não registrados e/ou desconhecidos;
- Sombreamento de atividades e/ou tarefas;
- Ausência de uma visão sistêmica, clara e compreensível da estrutura de processos da organização (as áreas não se conhecem!);
- Processos sem os seus respectivos responsáveis apontados;
- Dificuldade para automatizar as tarefas diárias;
- Falta de instrumentos formais para pactuar metas e avaliar desempenho operacional;
- Transferência de conhecimento deficiente;
- Problemas de comunicação e entendimento entres os representantes das áreas e/ou dos processos;
- Vulnerabilidade a diminuição da taxa de retenção de mão de obra;
- Sucessão de colaboradores dificultada (“só ele(a) sabe fazer!!!”).
Quando usar?
A otimização e modelagem de processos deve ser utilizada sempre que a empresa buscar eliminar desperdícios e ser mais eficiente.
Como usar?
Para se obter sucesso nas iniciativas de processos, um roteiro é recomendado:
- Definir o ciclo de vida do processo;
- Identificar as saídas e as entradas (qualidade, volume, níveis de serviço);
- Declarar as políticas e regras para a execução do processo;
- Disponibilizar os recursos necessários;
- Identificar as interfaces (fronteiras) e negociar os níveis de serviço do processo sendo modelado com os demais processos da empresa;
- Identificar as tarefas que deverão ser executadas;
- Definir os formulários que serão utilizados para armazenar as informações;
- Modelar um fluxo de trabalho eficaz e eficiente;
- Determinar as responsabilidades;
- Escolher os melhores indicadores para se monitorar o desempenho do processo.
Interage com outros temas?
Sim! O tema processo necessariamente irá interagir com outras áreas de conhecimento dentro da organização, alguns exemplos: Gestão de Estratégia; Gestão de Riscos; Compliance; Governança; Gestão de Projetos; Sucessão; Dimensionamento da força de trabalho; Gestão de Eficiência; Tomada de Decisão; Gestão da capacidade produtiva, entre outros.
Pode gerar algum problema? (reações adversas)
A gestão de/por processos poderá gerar sérios e volumosos problemas no ambiente organizacional se for adotada sem o grau de comprometimento e disciplina necessários por parte dos gestores; se a tarefa de aumentar o nível de maturidade gerencial for transferida dos gestores para os operadores de processos; se as ações e práticas do corpo gerencial e diretivo não estiverem consonância com os discursos e compromissos assumidos.
Quando não usar? (contraindicação)
Deve-se evitar de utilizar a gestão de/por processos, quanto:
- Não houver o compromisso de longo prazo aceito e firmado entre todos os membros de todos os níveis da empresa;
- Quando for identificado excesso de expectativas com resultados a curto prazo;
- Quando for uma iniciativa isolada de um grupo de colaboradores de poucas áreas da organização;
- Quando não houver disponível uma forma de automação das tarefas e de integração dos fluxos de trabalho.
Quais resultados são esperados?
Os resultados esperados com a gestão de/por processos, são:
- Redução de desperdícios;
- Redução dos custos;
- Equipe sincronizadas;
- Carga de trabalho balanceada;
- Melhor aproveitamento do tempo;
- Metas cumpridas;
- Maior qualidade nos serviços prestados e produtos fornecidos;
- Tarefas realizadas conforme planejadas;
- Mitigação de imprevistos e surpresas;
- Informações de qualidade e tempestivas;
Quais impactos (médio / longo prazo) são provocados?
- Lista das tarefas e seus responsáveis (Planejamento);
- Registro dos fluxos de trabalho – tarefas / responsáveis (Organização);
- Monitoramento e controle do desempenho individual / processo (Comando);
- Sincronismo organizacional (Coordenação)
- Capacidade de redistribuir a carga de trabalho (Controle).





