A Evolução da Consultoria

O case da “Empresa X”

Quando a consultoria entrega mais do que documentos: um case sobre processos que continuam vivos

A “Empresa X – Consultoria em Otimização e Modelagem de Processos” foi contratada por uma empresa de médio porte do setor de serviços para apoiar a preparação e a manutenção de uma certificação. O escopo incluía mapeamento de processos, revisão documental, definição de responsabilidades e alinhamento às exigências normativas.

Nada disso era novo — nem para o cliente, nem para a consultoria.

O histórico mostrava que a organização já havia passado por projetos semelhantes. Em todos eles, os resultados técnicos foram considerados bons. Os processos eram mapeados corretamente, os documentos atendiam às normas e as auditorias eram superadas. Ainda assim, a cada novo ciclo, os mesmos problemas reapareciam.

As consequências da abordagem tradicional

Nas iniciativas anteriores, a entrega da consultoria seguia o modelo clássico:

  • Fluxos de processos em arquivos isolados
  • Procedimentos e políticas em documentos estáticos
  • Planilhas para controle de versões e revisões
  • Apresentações explicativas para treinamento

 

À primeira vista, tudo parecia organizado. Porém, na prática, o tempo revelava fragilidades importantes.

Alguns meses após a entrega:

  • Processos operacionais mudavam, mas os fluxos não eram atualizados
  • Documentos venciam sem que ninguém percebesse
  • Responsáveis saíam da empresa e o conhecimento ficava órfão
  • Auditorias internas identificavam não conformidades já conhecidas
  • A gestão perdia confiança na documentação

 

O material existia, mas não era utilizado no dia a dia.

O conhecimento estava registrado, mas não estava integrado à operação.

Para a consultoria, isso gerava um efeito colateral silencioso: quando os problemas reapareciam, o trabalho anterior parecia não ter deixado legado.

A reflexão que mudou o projeto

Antes de iniciar o novo ciclo, a equipe da “Empresa X” fez uma reflexão interna:

Estamos entregando bons conteúdos, mas será que estamos entregando um bom meio para que esses conteúdos sobrevivam?

Ficou claro que o problema não estava na capacidade técnica da consultoria, mas no formato da entrega. Documentos e planilhas não foram concebidos para representar a dinâmica real dos processos organizacionais.

Foi nesse contexto que a consultoria decidiu estruturar o projeto utilizando o axonT como base para o registro dos processos.

Processos como estrutura, não como anexos

Desde o início do trabalho, os processos passaram a ser tratados como o eixo central da organização. No axonT, a consultoria:

  • Modelou os processos diretamente na plataforma
  • Relacionou cada processo aos seus documentos normativos
  • Associou papéis, áreas e responsabilidades
  • Registrou histórico de versões e alterações
  • Criou uma visão integrada entre processos e requisitos normativos

 

O resultado foi uma mudança conceitual importante: os documentos deixaram de ser o “produto final” e passaram a ser partes de uma estrutura maior, conectadas aos processos que realmente acontecem no dia a dia.

O impacto direto na gestão de documentos e prazos

Um dos maiores problemas enfrentados pelo cliente nos ciclos anteriores era o vencimento silencioso de documentos. Políticas e procedimentos exigiam revisão periódica, mas a falta de controle tornava o processo reativo e desgastante.

No novo modelo, a consultoria configurou no axonT:

  • Datas de validade para cada documento
  • Ciclos formais de revisão
  • Alertas automáticos para responsáveis
  • Agentes (robôs) para monitorar prazos e pendências

 

Isso trouxe uma mudança prática imediata.

Em vez de correr contra o tempo às vésperas de auditorias, o cliente passou a atuar de forma preventiva, com revisões planejadas e distribuídas ao longo do tempo.

Menos retrabalho, mais evolução

Outro efeito importante foi a redução significativa de retrabalho.

Quando mudanças organizacionais ocorreram — novas lideranças, ajustes operacionais, reorganização de áreas — os impactos nos processos ficaram claros rapidamente.

A base estruturada permitiu:

  • Identificar quais processos seriam afetados
  • Avaliar quais documentos precisariam ser revisados
  • Atualizar apenas o que realmente mudou

 

Diferentemente do modelo anterior, em que tudo precisava ser revisitado, agora o foco passou a ser evolução, não reconstrução.

Uma nova percepção sobre o papel da consultoria

Para o cliente, a consultoria deixou de ser vista apenas como “quem prepara para a certificação”. Passou a ser reconhecida como:

  • Guardiã da lógica dos processos
  • Apoio estratégico na organização do conhecimento
  • Parceira na manutenção da conformidade

 

Para a própria “Empresa X”, o ganho foi igualmente relevante. O trabalho passou a ter:

  • Maior visibilidade ao longo do tempo
  • Continuidade natural após a entrega inicial
  • Menor desgaste em revisões futuras
  • Um posicionamento mais estratégico junto ao cliente

 

O principal aprendizado do projeto

Ao final do projeto, a conclusão foi clara: não basta mapear processos corretamente. É preciso registrá-los em um meio que respeite sua natureza dinâmica.

Ao substituir entregáveis estáticos por uma base viva de processos, a consultoria conseguiu:

  • Preservar o valor do seu trabalho
  • Reduzir a reincidência de problemas conhecidos
  • Ajudar o cliente a amadurecer sua gestão
  • Criar uma relação de longo prazo baseada em evolução contínua

 

Este case mostra que, quando processos continuam vivos, o trabalho do consultor também continua.

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