Conceito (o que é?)
O desperdício é definido por Fujio Cho da Toyota como “qualquer etapa ou ação em um processo que não é necessária para concluir o processo com sucesso” (chamada Sem agregação de valor).
Quando o desperdício é removido, apenas as etapas necessárias (chamadas de Agregação de valor) para entregar um produto ou serviço ao cliente permanecem no processo.

Tipos de desperdício
Defeitos: Um defeito é um produto declarado impróprio para uso, que exige que o produto seja descartado ou retrabalhado, custando tempo e dinheiro à empresa. Pode ser também um serviço prestado que não atende às necessidades do cliente.
Os exemplos incluem um produto riscado durante o processo de produção; montagem incorreta de um produto devido a instruções pouco claras; uma informação incompleta fornecida a um cliente; um reparo ruim em um equipamento quebrado; o fornecimento de uma refeição em desacordo com a dieta prescrita a um paciente internado; a aplicação de um remédio fora do horário prescrito.
Excesso de produção: A superprodução refere-se a produtos feitos em excesso ou antes de serem necessários. Os exemplos incluem a criação de relatórios desnecessários e a superprodução de um produto antes que um cliente o solicite.
O excesso de processamento é um sinal de um processo mal projetado. Isso pode estar relacionado a questões gerenciais ou administrativas, como falta de comunicação, duplicação de dados, sobreposição de áreas de autoridade e erro humano.
Espera: A espera envolve atrasos nas etapas do processo e é dividida em duas categorias diferentes: espera de material e equipamento e equipamento ocioso. Os exemplos incluem em aguardar autorização de um superior, aguardar resposta de e-mail, aguardar entrega de material e equipamento lento ou com defeito.
Talento Não Usado: Talento não usado refere-se ao desperdício de potencial e habilidade humana. A principal causa é quando a gestão é segregada dos funcionários. Quando isso ocorre, os funcionários não têm a oportunidade de fornecer feedback e recomendações aos gestores para melhorar o fluxo do processo e a produção sofre. Exemplos incluem funcionários mal treinados, falta de incentivos para funcionários e colocação de funcionários em cargos ou posições que não usam todo o seu conhecimento ou habilidade.
Transporte: Transporte é o movimento desnecessário ou excessivo de materiais, produtos, pessoas, equipamentos e ferramentas. O transporte não agrega valor ao produto e pode causar danos e defeitos no produto. Os exemplos incluem a movimentação de produtos entre diferentes áreas funcionais e o envio de estoque em excesso de volta para um armazém de saída.
Excesso de Estoque: Estoque refere-se a um excesso de produtos e materiais que não são processados. É um problema porque o produto pode se tornar obsoleto antes que o cliente o solicite, armazenar o estoque custa tempo e dinheiro para a empresa, e a possibilidade de danos e defeitos aumenta com o tempo. Os exemplos incluem os produtos acabados em excesso, produtos acabados que não podem ser vendidos e máquinas quebradas no chão de fábrica.
Movimento: Movimento é o movimento desnecessário por pessoas. Movimento excessivo desperdiça tempo e aumenta a chance de lesão. Os exemplos incluem caminhar para pegar ferramentas, pegar materiais e caminhar até diferentes partes do chão de fábrica para concluir diferentes tarefas.
Excesso de processamento: Excesso de processamento é estar fazendo mais trabalho do que o necessário ou necessário para completar uma tarefa. Os exemplos incluem etapas desnecessárias na produção, personalização desnecessária de produtos e uso de equipamentos de precisão mais alta do que o necessário.

Principais causas
Defeitos: 1) Controles de qualidade ruins; 2) Falha no reparo de equipamentos; 3) Equipamentos ruins; 4) Falta de documentação adequada; 5) Falta de padrões de processo; 6) Não entender as necessidades dos clientes; 7) processos fracos ou ausentes; 8) Design ruim; 9) Alterações de design não documentadas; 10) Componentes ruins ou com defeitos.

Excesso de produção: 1) Programações de produção instáveis; 2) Informações imprecisas de previsão e demanda; 3) As necessidades do cliente não são claras; 4) Automação deficiente; 5) Tempos de configuração longos ou atrasados; 6) Automação mal aplicada.

Espera: 1) Tempo de inatividade não planejado; 2) Equipamento ocioso; 3) Tempos de configuração longos ou atrasados; 4) Comunicação de processo ruim; 5) Falta de controle do processo; 6) Produzindo para uma previsão; 7) Cargas de trabalho desequilibradas; 9) Pessoal insuficiente.

A espera também pode desencadear desperdícios adicionais na forma de defeitos se a espera desencadear uma enxurrada de atividades para “recuperar o atraso” que resulta no não cumprimento do trabalho padrão ou na adoção de atalhos.
Talento Não Usado: 1) Comunicação pobre; 2) Falha em envolver as pessoas no projeto e desenvolvimento do local de trabalho; 3) Falta ou políticas inadequadas; 4) Medidas incompletas; 5) Má administração; 6) Falta de treinamento da equipe; 7) Atribuir funcionários a tarefas erradas; 8) Tarefas administrativas desnecessárias; 9) Falta de trabalho em equipe; 10) Má administração.

Como desperdício, pode resultar em atribuir aos funcionários tarefas ou tarefas erradas para as quais nunca foram treinados adequadamente.
Engajando os colaboradores e incorporando suas ideias, oferecendo oportunidades de treinamento e crescimento e envolvendo-os na criação de melhorias de processos que reflitam a realidade que vivenciam e as habilidades que possuem, melhora a eficácia operacional geral.
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Transporte: 1) Layouts ruins da planta/escritório – grande distância entre as operações; 2) Sistemas de manuseio de materiais longos; 3) Grandes tamanhos de lote; 4) Várias instalações de armazenamento; 5) Sistemas de produção mal projetados; 6) Etapas desnecessárias ou excessivas no processo. 7) Fluxo de processos desalinhados.

Também pode desencadear outros desperdícios, como espera ou movimento, e impactar os custos indiretos.
Excesso de Estoque: 1) Superprodução de mercadorias; 2) Atrasos na produção ou ‘desperdício de espera‘; 3) Defeitos de inventário; 4) Transporte excessivo; 5) Sistemas de monitoramento ruins; 6) Velocidades de produção incompatíveis; 7) Fornecedores não confiáveis; 8) Longos tempos de configuração; 9) Necessidades mal compreendidas do cliente.

O estoque é considerado uma forma de desperdício por causa dos custos de manutenção relacionados. Compras excessivas ou previsões e planejamentos ruins podem levar ao desperdício de estoque. Também pode sinalizar um vínculo de processo quebrado ou mal projetado entre compra, fabricação e vendas.
Movimento: 1) Layout de estação de trabalho inadequado ruim; 2) Planejamento de produção mal dimensionado; 3) Design de processo inconsistente; 4) Equipamentos e máquinas compartilhados; 5) Operações isoladas e em silos; 6) Falta de padrões de produção.

Movimento custa dinheiro. Isso não inclui apenas matérias-primas, mas também pessoas e equipamentos. Também pode incluir excesso de movimento físico, como alcançar, levantar e dobrar. Todo movimento desnecessário resulta em tempo sem valor agregado e aumenta o custo.
Excesso processamento: 1) Comunicação pobre; 2) Não entender as necessidades de seus clientes; 3) Erro humano; 4) Processo de aprovação lento (várias assinaturas); 5) Relatórios excessivos; 6) Reinserção de dados e dados duplicados.

Por que é importante evitar, reduzir ou eliminar o desperdício?
Porque é o certo a fazer. Não há argumentos que justifiquem o desperdício.
Porque ser eficiente aumenta a nossa autoestima profissional.
Porque o retrabalho depõe contra o nosso bom desempenho.
Porque elimina os custos desnecessários.
Porque contribui para o aumento da qualidade dos serviços e/ou dos produtos.
Porque aumenta a satisfação dos clientes.
Porque diminui o estresse, o esforço e melhora o ambiente de trabalho.





